Resenha - Jardim dos Famintos


Autor: Adams Pinto
Editora: Independente
Ano: 2017
Número de páginas: 415 
Onde comprar: Ebook
Nota: ⭐⭐⭐⭐
Resenhista: Marcela Rosa

Sinopse: 
Para escapar da morte, você precisa libertar sua fera interior. Mas a que custo? 
Um grupo de pessoas desperta com máscaras sobre seus rostos e sem nenhuma lembrança do passado. Eles partirão à procura de respostas em territórios selvagens, e apenas juntos conseguirão sobreviver aos mais diversos perigos que se esgueiram nas trevas. Entretanto, esses mascarados precisarão lidar com suas diferenças e resistir a um misterioso desejo de consumir carne humana que poderá destruí-los. Jardim dos Famintos é uma jornada através de locais inomináveis, onde o seu instinto primitivo é a chave para a sobrevivência.

“ As lembranças são como grãos de areia. O sopro do tempo pode arrastá-los, escondê-los, misturá-los, mas eles sempre estarão lá, mesmo que indefinidos. ”

Resenha: 
Antes de começar só queria falar uma coisinha: UAU QUE LIVRO!! Nessa obra maravilhosa Adams nos apresenta a um novo mundo explorando vários assuntos e trazendo coisas que é de arrepiar, e mostra o que a humanidade é capaz de fazer quando chega ao seu limite, como o canibalismo. Nos apresenta também um lugar que é repleto de perigos como monstros, e que até plantas que podem te comer.
Também mostra a sobrevivência e como os personagens tão diferentes e não lembrando de completamente NADA! (Que na minha opinião é o que eu acho mais difícil, é não saber quem você mesmo é), e sem saber em quem confiar e com tão poucas informações como sair daquela situação em que se encontram. Em cada capitulo temos uma nova surpresa. (Confesso que a cada capitulo eu tinha que dá uma pausinha de uns 5 minutos para dá uma respirada). Eu sinceramente não consegui largar o livro até acabar e tenho certeza que quando vocês começarem vão passar pela mesma coisa!
Quando eu comecei o livro eu quis saber o mínimo possível e acho que isso ajudou bastante a leitura para que eu me surpreendesse e fez com que superasse todas as minhas expectativas e quando terminei fiquei em um estado completo catatônico por uns minutinhos e com algumas lagrimas no rosto (Sim sou super emotiva com qualquer coisa até em uma Dark fantasy!).

Resenha - A Alcova da Morte


Editora: Avec
Ano: 2017
Número de páginas: 240
Onde comprar: Ebook / Físico
Adicione no Skoob
Nota: ⭐⭐⭐⭐
Resenhista: Janini Campos

Sinopse:
Brasil, 1892. Durante a noite de inauguração da estátua do Corcovado, um horrendo crime toma de assalto a alta sociedade carioca. Para resolver o mistério, a investigadora particular Maria Tereza Floresta, o engenheiro positivista Firmino Boaventura e o dândi místico Remy Rudá terão de se embrenhar numa perigosa trama de poder e corrupção. O que parece mais um caso, aos poucos se revela um plano que põe em risco o futuro de todo país e para impedi-lo, a agência de detetives Guanabara Real terá de usar toda a sua perícia para solucionar os enigmas tecnológicos e os mistérios arcanos da sangrenta Alcova da Morte!
Uma trama de investigação policial. Um enredo de ficção científica. Um crime de horror sobrenatural. Três autores, Três heróis, em um Rio de Janeiro que nunca existiu!

Resenha:
Quando comecei o livro, achei que a escrita mais rebuscada poderia atrapalhar (principalmente para quem não lê muito livro de época), mas depois notei que isso não aconteceria. A leitura flui super bem, é leve apesar de antiga e incrível em seu cenário (o Rio de Janeiro). 

Maria Tereza é uma jovem chefe da Guanabara Real, a agência de detetives bastante conhecida pelos seus casos peculiares e muito bem resolvidos. 

Ela consegue com toda sua classe entrar no mistério mais discreto do momento: A alcova secreta que matou recentemente um funcionário envenenado. Embaixo de um monumento tão aguardado como a estátua do Barão do Desterro, ninguém acreditaria que pudessem existir tantos segredos. 

E junto com sua equipe: Firmino, um calculista insaciável de descobertas e Remy, um amante de mistérios profundos (e crente no sobrenatural), eles descobrem mais do que alguém poderia imaginar que aconteceria 'por baixo dos panos' em algo tão grandioso e eternizado na cidade. 

Eu me apaixonei na escrita desses três (Enéias Tavares, Nikelen Witter e A. Z. Cordenonsi) e aconselho todos a lerem, a editora está de parabéns nos detalhes e a diagramação toda certinha da mais vontade ainda de tê-lo para si. Lembrando que a Agência de detetives Guanabara Real também está em outros casos! Confiram no site indicado acima




Resenha - Última Chance, de Bia Sarah


Autora: Bia Sarah
Editora: Independente
Ano: 2017
Número de páginas: 27
Onde comprar: Ebook / Físico
Adicione no Skoob
Nota: ⭐⭐⭐⭐⭐
Resenhista: Janini Campos

Sinopse:
Ele
Trevor a amou como um homem deve amar uma mulher. Desejou e esperou poder acordar ao seu lado por anos, mas veio o destino e os afastou, e com o coração quebrado ele partiu para longe de tudo e todos.

Ela
Maddison o amou com corpo e alma. Tudo o que ela queria era poder ser dele, mas de repente o destino os separa, porém não antes de deixar um pequeno pedaço dele.
Eles
Durante seis anos eles estiveram separados, mas sempre se amaram. Separados pelo destino, mas unidos por algo muito mais forte do que o tempo e a distância. Será preciso deixar o passado em seu devido lugar para que seus corações possam se curar, e terem de volta aquilo que um dia pareceu perdido, mas sempre esteve e estaria lá.
Será que esse amor ainda está vivo? Existe perdão para um ato impensado? Será essa a sua Última Chance de ser feliz?


"– Mesmo você tendo a procurado e fazendo o que fez, ela deveria saber que o que tínhamos era maior que tudo isso. Mas mesmo assim ela escolheu quebrar a porra do meu coração."


Resenha:
O livro é contado por duas visões, de Trevor e de Maddison o nosso casal apaixonado mas magoado
pelas feridas do passado. A leitura é leve, descontraída, todos os personagens me conquistaram de
forma impressionante e eu não tenho um para reclamar! (Ok, apenas um, mas não vamos dar
spoilers aqui).

De início Trevor conta sobre como foi seu término com a mulher da sua vida há seis anos e como isso o destruiu por dentro, pela traição com seu amigo, seus problemas familiares não resolvidos e sua nova casa agora: Os Redeemers! Um clube maravilhoso, uma verdadeira família que o acolheu em momentos difíceis. Desde as primeiras páginas passei a odiar Maddison fácil como todos ali, mas ao conhecer o seu lado da história ela virou uma personagem cativante, determinada e forte demais ao ponto de proteger as pessoas que ama e passou a amar por todo o livro, mesmo sendo tirada de sua vida para conseguir seguir em frente com seu passado.
Trevor é muito apegado às tradições e se sentir traído é seu ponto fraco, por isso em algumas partes
posso ter achado ele um pouco egoísta em não ter aceitado outros lados, mas isso passa quando
ele conhece alguém:
um alguém que mudou sua vida, seu futuro e seus sorrisos (não estou falando da Madds! Essa
curiosidade foi maldade, eu sei).

“Não conseguia enxergar a menina pela qual foi apaixonado, ou a garota que fora sua uma vez, e que nunca faria isso com ele. Á sua frente estava uma versão madura dela, mas uma total e verdadeira desconhecida.”


E em meio a todo esse romance, o clube Redeemers passou a ter problemas com um clube rival,
então sim, temos muita ação e surpresas por ai. Trevor tenta lidar com seu passado, presente e
manter seu futuro, mas algo que deixou claro desde o início é que não perderia sua família de novo
e mantém a promessa até o fim.
O final me surpreendeu muito, as coisas
acontecendo rápido mas ao mesmo tempo
devagar e bem explicadas, a surpresa de
Maddison, a ida de uma amiga, os problemas
que viraram alegria em menos de uma página e
uma quase (autora, por favor, eu estou
surtando aqui!) perda.
A escrita e a segunda edição do livro ficaram
incríveis, deixo o link de compra e contato com
a autora e recomendo esse livro com 5 estrelas
e toda a certeza de ter se tornado o meu
favorito.
Para vocês que não são muito apegados a
romance como eu, garanto que vão se
surpreender com esse livro como eu me
surpreendi.

"Trev só queria uma única mulher, e esta era a única que o havia ferrado para todas as outras."

E antes de escrever essa resenha eu juro ter pensado muito em como expressar o quanto esse
livro mudou meu modo de agir e julgar e claro, retomar ao blog com estilo!
Sejam muuuuuito bem vindos de volta ao Palavras Imaginárias! É uma honra voltar a ler com vocês <3




#01 - Novidades de Editora 🔥

Trazendo aquela novidade quentíssima que vocês adoram: A Editora Wish (clique aqui!) está lançando um livro inédito no Brasil: Sweeney Todd, o barbeiro demoníaco de Fleet Street, escrito em 1846!

Saiba mais informações abaixo, espero que gostem desse quadro novo aqui no blog para vocês:




Editora publicará terror esquecido há 172 anos:
O livro que inspirou o filme de Tim Burton será publicado no Brasil

Originalmente publicado em 1846, na Inglaterra Vitoriana, Sweeney Todd, o barbeiro demoníaco da Rua Fleet é uma das Penny Dreadfuls mais famosas e queridas de todos os tempos. Lançado periodicamente em capítulos, em um formato semelhante ao folhetim, a história do barbeiro que assassinava seus clientes e fornecia a carne dos corpos para a fabricação das tortas mais famosas de Londres ganhou grande popularidade no século XIX, sendo posteriormente adaptada para o teatro e também para as telonas, graças ao diretor de cinema Tim Burton.
A obra completa 172 anos agora em 2018, e a Editora Wish, já conhecida pelo seu trabalho com textos antigos, abriu no dia 07 de maio uma campanha de financiamento coletivo para publicar o livro, até então inédito no Brasil. A campanha ficará no ar por dois meses, e em suas primeiras 24 horas já arrecadou mais de 30% da meta. Para realizar a publicação, a editora precisa arrecadar no mínimo R$ 22.103,00.  Quem colaborar vai receber exemplares da obra e brindes extras. 





SERVIÇO
Direção e projeto gráfico: Marina Avila – CEO da Wish
Tradução: Ana Death Duarte
Revisão: Karine Ribeiro
Prefácio: Valquíria Vlad
Administração de Envios: Marcia Avila
Apoios a partir de: R$ 25,00 (R$ 47,00 para o livro impresso com frete grátis)

Entrevista com o autor Douglas Felipe

Créditos da Imagem: Bruno Ribeiro

Douglas Felipe cresceu na cidade de São Paulo e atualmente (desde 2013) mora em São José dos Campos com a família. Não possui formação acadêmica além do "ensino médio completo" e é daí que vêm seus principais escritos. É autor, por enquanto, apenas de um romance: O Gabarito, lançado de forma independente em dezembro de 2017. (Skoob)
Tem resenha recente de “O gabarito” aqui no blog (acesse o link para ler) e agora vamos conhecer um pouco melhor o autor por trás desse livro tão divertido que me prendeu de uma forma especial.

     Conte-nos um pouco sobre você.
– Bom, eu nasci em 92, no dia 17 de maio. Eu costumava ter muito interesse em números e signos, meu sonho há alguns anos era ter nascido no dia 17 de dezembro, porque sempre achei sagitário o signo mais legal, mas hoje em dia não me importo muito com isso. Hoje em dia estou satisfeito com meu touro interior (aham).
– Eu sou muito sensível, tenho cara de mal-humorado e fechado, mas me solto (até demais) com o mínimo de afeto que alguém demonstra.
– Amo cachorros, e tenho uma quedinha por gatos também, mas aqui em casa minhas fofas (duas dogs lindas) são grandes demais e odeiam quando tem animais novos então não podemos ter gatos.
     Quais eram seus passatempos que te levaram a querer escrever seu livro?
– Eu sempre desenhei muito, desde criança, e sempre brinquei de pegar programas de TV e desenhos e brincar deles numa versão só minha (sempre com minha prima, que cresceu comigo como irmã). Demorou muito pra eu saber o que eu queria ser de verdade, mas depois que encontrei, acabei vendo que sempre quis mexer com a arte.
     De onde vêm os seus personagens? São inspirados em pessoas reais ou em fatos?
– Meus personagens vêm principalmente de mim e do que eu sinto com relação às pessoas que conheci ou que gostaria de conhecer. Começa comigo, mas depois que termino, percebo que eles são até bem diferentes de mim, e isso me dá muito orgulho.
     Em qual ou quais autores(as) você se inspirou para começar a escrever? Hoje quais são suas influências literárias?
– J.K. Rowling, com certeza. Mas não há nada de Harry Potter no que eu escrevo, eu acho. J.K. Rowling foi a porta de entrada pra várias outras leituras na minha vida, e as leituras que me deram mesmo algo que eu precisava pra começar a escrever foram os livros do Markus Zusak (autor de A Menina Que Roubava Livros) e O Apanhador no Campo de Centeio, do J.D. Salinger. Hoje em dia, meu coração literário tem dono: Karl Ove Knausgård (me sinto a Sakura falando do Yukito quando falo dele, HAHAHA).
Imagem cedida pelo autor
     Indique alguns livros que te marcaram de alguma forma e você recomenda a leitura e fale um pouco sobre as referências a outras obras presentes em “O gabarito”.
– Os livros que mais me marcaram e que recomendo a qualquer pessoa são esses:
O Pintassilgo, da Donna Tartt (esse é o meu livro favorito. Sério. De todos)
Tony & Susan, do Austin Wright (fez bastante sucesso nesses últimos dois anos por ter sido adaptado para o cinema com o título de Animais Noturnos, FILMÃO maravilhoso de um LIVRÃO maravilhoso)
O Apanhador no Campo de Centeio, de J.D. Salinger
Trilogia “O Azarão” (O Azarão, Bom de Briga, A Garota Que Eu Quero), do Markus Zusak
Todo Dia, do David Levithan
TODOS OS LIVROS DA JENNIFER EGAN: O Torreão, Olhe Para Mim, A Visita Cruel do Tempo, O Circo Invisível, Caixa Preta (e os que ainda não foram publicados no Brasil. Essa mulher é maravilhosa demais)

– As referências em O Gabarito AAAAAAAH NÃO QUERO FALAR, me sinto mega envergonhado de fazer isso, então vou deixar aqui só as referências que estão óbvias e deixar que vocês decidam as outras muitas que estão lá dentro:
*Ciso diz que leu Nada da Jane Teller em um dia (eu, na vida real, demorei dois), e o livro fala sobre crianças que fazem um jogo para provar que nada importa na vida. O livro é curto e bem profundo, e também o inseri por causa da importância que o Ciso dá à Fuvest. Se o Ciso participasse da brincadeira que há na história de Nada, não sei o que ele colocaria na Pilha de Significados. Talvez justamente uma das provas da Fuvest?
*Ele também leu O Pequeno Príncipe, e a amizade e a lealdade são assuntos recorrentes no livro também. Ciso pode ser a raposa, implorando por alguém que o cative, sem saber que já está sendo cativado e já está cativando outras pessoas.
*O autor Edgar Miller e seu livro, Última Bala de Festim, são inspirados em um autor e uma obra reais, porém esse segredo eu não posso contar, hehe.
     O que seus personagens significam pra você?
– Eles significam a realidade e a fantasia que eu vivo e também a realidade e a fantasia que eu gostaria de viver.
     Como você se sente quando recebe comentários e elogios sobre seu livro?
– Fico feliz com os elogios, porque eles me dizem que eu fiz algo certo na vida. E os comentários me deixam alerta, porque sei que meu trabalho não é perfeito, então, por mais que no fim das contas eu perceba que tal comentário é um elogio, sempre espero pelo pior quando recebo alguma notificação. Mas jamais destrataria alguém ou compraria briga caso algum comentário fosse ruim, afinal, cada leitor tem o direito de ter seu ponto de vista: essa é a parte mais legal.
     Enquanto está escrevendo você recorre à opinião de terceiros? Se sim, por quê?
– Eu costumo mostrar o texto pronto e perguntar o que a pessoa acha, e não é muito uma “opinião”, mas sim uma conversa que leva à mudança de expressões ou rumos na história. Essas conversas também medem o que pode ser melhorado.
     Para escrever você prefere um lugar calmo sem barulho ou rola uma música? Se sim, qual sua trilha sonora durante o desenvolvimento das histórias?
– Olha, eu não sei dizer. Eu escrevi no trabalho, em casa, no ônibus, no metrô, em viagens. Diversas vezes teve muito barulho e outras vezes estava tudo tranquilo. Eu gosto de fazer tudo com fones de ouvido, então estou sempre escrevendo com o aleatório tocando músicas e, de vez em quando, o aleatório acerta direitinho.
(Neste momento, enquanto respondo a essas perguntas, estou ouvindo a música “Stories” da banda There For Tomorrow – essa música é de 2009, quando me formei no ensino médio! Adoro)
Sobre trilhas sonoras, às vezes estou nem aí pra nada, e de repente, só por que tal música começou no meu celular, tenho uma ideia e preciso escrever rápido pra não perder a excitação.
Ah, e tem mais uma coisa: há referências musicais fortíssimas no livro, inclusive na última frase também, mas não posso falar quais são, afinal quando você lê é nas suas músicas que você pensa, né?
     Atualmente, quais as maiores dificuldades enfrentadas pelos escritores brasileiros no seu ponto de vista?
– A gente não tem investimento, e muitas vezes não temos como investir em nós mesmos, e por causa disso deixamos pra lá. Escrever no Brasil é ser persistente a um nível psicótico, porque em todo lugar e todos os dias há obstáculos, tanto do mundo literário quanto do mundo normal, que tentam nos fazer desistir.
Você pode dizer: ah mas existem concursos. Sim. Existem. Mas não é o suficiente. Eu mesmo nunca venci um concurso e mesmo agora, depois de publicar de forma totalmente independente, sempre que entro em editais de concursos, encontro barreiras – “o autor deve ter de dois a oito livros publicados em seu nome”; “material precisa ser inédito”; “só serão aceitas inscrições de autores que nunca foram publicados”. Escrever um romance é muito difícil e, depois que estamos determinados a publicá-lo, existe um prazo de validade em nós para a espera pelos resultados de concursos. Aí também entra a teoria do Ciso de que só quem vence são os excepcionais, coisa que, já sei: eu não sou. No meu caso, tive que abrir minha porta no chute.
     
Créditos da Imagem: Bruno Ribeiro
Se você fosse começar sua carreira como escritor hoje, mudaria alguma coisa?
– Acho que, mesmo que tentasse, acabaria fazendo igual.
     Já está planejando um novo livro? Quais são seus projetos atuais?
– Sim! Tenho três projetos em andamento, e um deles já está quase finalizado. São três romances: um segue a linha de O Gabarito, e os outros dois são completamente diferentes, mas estão sendo maravilhosos de produzir.
     A história do Ciso em “O gabarito” permitiria uma sequência, você pretende fazer? Ou pelo menos alguns contos sobre o protagonista? (A leitora aqui agradeceria kkk)
– Talvez um dia eu possa escrever um conto sobre o Ciso, como você sugeriu, é uma boa ideia. Só pra ver aonde ele foi depois de toda essa história. Mas não planejo isso tão cedo. Também adoraria escrever uma história do ponto de vista da Cissa ou do Luigi, e finalmente descobrir o que eles estavam fazendo nas partes em que o Ciso diz que eles sumiram. Mas também são coisas pra daqui muitos anos. Ou talvez seja justamente um desses três projetos que ainda tenho em andamento. Hehe, quem sabe?
     Deixe um recado para todos seus leitores.
– LEITORES, desculpa ter respondido de uma forma tão séria. Eu gostaria de ser mais divertido e melhor humorista, mas prometo que tudo que escrevo é de coração. Tanto em O Gabarito quanto nos próximos livros que ainda virão (ATÉ RIMOU, MEU DEUS!)
Espero que gostem do livro, e apoiem os escritores independentes no Wattpad e na AmazonKindle. Somos maioria, e não estamos sendo publicados por editoras grandes porque elas acham que nós não damos dinheiro, isso sem nem nos conhecer e sem dar chance ao nosso trabalho. Por isso, agradeço aos que abrem o coração para um autor nacional desconhecido, e prometo que vou fazer sempre o meu melhor pra fazer a leitura de vocês valer a pena. Eu gostaria de poder contar pra vocês tudo que aprendi no mundo da literatura nacional, mas ainda sou pequeno demais pra esse assunto.
Aos que leem e também escrevem: não desistam. Foi o que Valter Hugo Mãe me disse quando o vi na sessão de autógrafos em 2016, em São Paulo: “Não desista!” (de ser escritor).
Ah, e é claro: suas respostas, sabe, no seu gabarito. Elas estão todas certas.

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Resenha - Predestinados, de Thaís Silveira Venzel

Editora: Independente
Ano: 2017
Número de páginas: 130
Onde comprar: Predestinados
Adicione no Skoob
Nota: ⭐⭐⭐⭐
Resenhista: Ariela Oliveira

Sinopse: O destino pode ser mesmo imprevisível. De uma hora para outra e quando menos se espera a vida toma um rumo completamente diferente do que estava sendo planejado. Aliás, planos são sempre questionáveis, pois para realizá-los envolve fatores externos dos quais não se têm o mínimo controle. Em um dia comum pode-se sair de casa para cumprir a habitual rotina e nunca mais voltar. Viver é arriscado. Enfrenta-se uma batalha a cada dia e nunca é possível saber quem sairá vencedor. Nos contos presentes neste livro é exatamente isso que acontece: o destino muda repentinamente o rumo da vida dos personagens. Alguns tem sorte, outros nem tanto, mas cada um tem aquilo que lhes é predestinado. Partindo de temas atuais, pode-se presumir que qualquer pessoa está sujeita a ser a personagem principal de um conto, que na maioria das vezes não é de fadas.

“Seu último pensamento foi que a liberdade era uma ilusão, ninguém estava imune às injustiças do mundo.”

Resenha: “Predestinados” é formado por contos, são seis no total sendo o último deles um bônus ao leitor. Esse conto final intitulado de “Vida de desempregado” foi publicado pela primeira vez em 2014 e a história se encaminha mais para um lado engraçado, achei esse o conto mais “leve” da antologia apesar de deixar uma grande reflexão.
        
    Em todos os contos a autora aborda temas atuais e bastante discutidos na mídia como, por exemplo, estupro, suicídio e depressão. Olhando somente pela capa eu havia imaginado algo totalmente diferente do que encontrei nesse ebook. Imaginei uma distopia ou algo relacionado a uma vida “pós apocalipse”. Acho que imaginar algo tão distante da real proposta dos contos foi o que me fez ser tão surpreendida positivamente por “Predestinados”.
            No primeiro conto “A cartomante” Isabela tem seu destino lido por uma cigana e não acredita em nada do que a mulher lhe diz e acaba “colocando sua mão no fogo” pelas pessoas erradas o que afeta drasticamente sua vida.
            Em “Assassinatos em série” cinco garotas são encontradas mortas uma após a outra no bairro de Rafaela e ela acaba descobrindo fatos da vida de cada uma das moças o que a deixa angustiada com os acontecimentos.
            “As três” conta um pouco sobre a vida de algumas amigas: a nutricionista, a psicóloga e a dentista. Gostei da “volta por cima” que as mulheres conseguem dar em suas vidas nesse conto.
            O quarto conto foi o que mais me deixou desconfortável por conta da descrição dos fatos. Judith a protagonista encontra um antigo amor da adolescência, mas ele agora faz parte do mundo do crime e a garota sofre por conta desse cafajeste. “Juliano é o nome dele” é o título do conto.
            “Uma semana” foi outro conto que me abalou bastante. Trata de depressão, suicídio e bullying, temas delicados e que precisam de

atenção.

            Durante toda a narrativa a autora expõe suas opiniões e faz críticas sociais. “Predestinados” tira o leitor da sua zona de conforto com temas polêmicos, mas que precisam ser tratados a fim de que cada vez menos pessoas sofram.

Resenha - O gabarito, de Douglas Felipe

Editora: Independente
Ano: 2017
Número de páginas: 236
Onde comprar: O gabarito
Adicione no Skoob
Nota: ⭐⭐⭐⭐⭐
Resenhista: Ariela Oliveira

Sinopse: 1 candidato; 5 vestibulares; 5 falhas; 1 acerto.
         O livro conta a história de Ciso, um ex-vestibulando (podemos chamar assim?) que se vê em uma situação difícil logo após a reprovação no vestibular. Pela 5ª vez. Para ver o sentido por trás de 5 vestibulares, 5 falhas e 1 acerto (e pra ver se essa conta dá certo mesmo), acompanhe Ciso, Cissa e Luigi nessa história sobre amizade, teimosia e claro: sobre a cidade.

“Às vezes me imagino dançando músicas que nunca ouvi com pessoas que não conheço. Elas estão lá, as pessoas, as músicas também, e são maravilhosas. Vejo nossos reflexos na parede espelhada e pasmo de felicidade.”

Resenha: Sabe quando você começa a ler um livro e se identifica com o protagonista? Parece que alguns pensamentos e observações dele são exatamente como você se sente? Foi exatamente isso que aconteceu comigo lendo “O gabarito”.
           
O personagem principal é o Narciso Pires, ou somente Ciso para os amigos. Seu sonho é passar na FUVEST e cursar Letras na USP, mas infelizmente esse sonho fica distante de se tornar realidade após sua quinta reprovação. Ele garante que essa foi sua última tentativa e agora precisa alterar sua rotina e encontrar um novo projeto ao qual se dedicar. Mas isso não é nada fácil, já que toda sua vida, esforços e dinheiro nos últimos tempos haviam sido destinados aos estudos e vestibulares.
            Ciso mora em São Paulo e trabalha durante as madrugadas em um hotel. Seus melhores amigos são Luigi e Cissa. Luigi está noivo e prestes a se casar e a formatura de Cissa já está chegando. Luigi é bastante engraçado, mas entre os amigos a que mais gostei foi a Cissa, ela é super animada e não mede esforços para ver um sorriso no rosto de Ciso.
            Na história nos deparamos com assuntos enfrentados por todos os jovens atualmente. As dificuldades para encontrar o primeiro emprego, as horas de estudos e dedicação se preparando para os vestibulares, o desejo de cursar aquela faculdade dos seus sonhos. Isso nos traz uma reflexão. Todos sabemos o quão importante é estudar, mas acho que tudo precisa de moderação. Na história Ciso acaba abdicando muito da sua vida a fim de estudar. Essa preocupação chegava ao ponto dele sentir peso na consciência quando saía para se divertir ou tirava um dia para descansar. Ele se culpava por esse “tempo perdido” e se arrependia de não ter estudado. Acho que tudo deve ter moderação, é preciso conciliar os estudos com lazer. Muitas vezes poucas horas de estudo com foco e dedicação pode surtir mais efeito do que longas horas na frente do computador lendo e relendo matérias.

“Escolhi muitas coisas. Toda hora era uma escolha: estudar versus alguma coisa. A vida não pode ser assim, só isso, pra ninguém.”

            O livro é narrado em primeira pessoa pelo Ciso e achei que o autor acertou na escolha da forma da narrativa porque ficamos mais próximos do protagonista. O Ciso é bastante sentimental, ansioso e muito bem humorado. Gostei tanto do protagonista que em alguns momentos sentia vontade de poder entrar na história e dar um abraço nele.

“Não fui rude. Tentei não ser. Na verdade tenho pavor de pessoas.”

Estava com grande empolgação para conhecer essa história e fico imensamente feliz em poder escrever aqui que “O gabarito” superou minhas expectativas da melhor forma possível, recebendo merecidas cinco estrelas na minha avaliação no Skoob e entrou para a lista de favoritos do ano.

Conversei diversas vezes com o autor Douglas Felipe por mensagens e posso dizer que além de ter talento para escrita ele é uma ótima pessoa, atencioso e super divertido, vale a pena conhecer seu trabalho.


“Ouvi no meu filme favorito que às vezes o autor ganha só um dólar por livro. Que tipo de merda é essa? No Brasil não é dólar, mas mesmo assim. Pouco.”

Resenha - Falando dos homens para as mulheres, de Eder Roberto Dias

Editora: Editora Juliel
Ano: 2017
Número de páginas: 120
Onde comprar: Loja Editora Juliel
Adicione no Skoob
Nota: ⭐⭐⭐⭐
Resenhista: Ariela Oliveira

Sinopse: A grande realidade do amor está na compreensão que nos faça entender as minúcias do que nos leva a se apaixonar por outro alguém.
Tanto o homem como a mulher procuram se equilibrar diante de um relacionamento que traga a eles a emoção da motivação em serem parceiros de suas histórias.
Muito tempo de estudos e visualizações de comportamento mútuo, percebi o quanto seria necessário dar as mulheres uma visão mais profunda do universo masculino.
E com muito carinho transcrevo nesta obra um ponto de vista criativo e direcionador das boas mensagens de conhecimento e luz.

“Vocês mulheres são o grande prêmio que nós homens recebemos e devemos aprender a cuidar. Quem desrespeita ou maltrata uma mulher, desrespeita a si mesmo, do nascimento até o fim dos tempos de todos os seus descendentes.”

Resenha: Eder Roberto Dias nesse livro procura conversar com as mulheres explicando um pouco da visão masculina dentro de um relacionamento. O autor afirma que tanto o homem quanto a mulher devem se amar em primeiro lugar a fim de que consigam amar um ao outro dentro do relacionamento.
            Em uma relação, os parceiros precisam se apoiar, precisam de carinho, conversa, da intimidade para que seja aumentado o desejo pelo amor e a vontade de ficar juntos. Não é fácil manter um relacionamento com outra pessoa que cresceu e foi educada de uma forma diferente que a sua, por isso a necessidade de ambos se dedicarem ao namoro ou casamento para que a relação perdure.
            O tema “família” é muito retratado nesse livro. O início ruim de um relacionamento pode influenciar a formação da família e já que ela é a base da sociedade acaba influenciando todas as gerações seguintes.
            Eder também reforça a importância do respeito para com todas as mulheres, que mesmo depois de tanta luta ainda sofrem tentando conquistar um espaço maior no mundo atual.

            “Por mais que se grite, a mulher, ainda é a parte mais sofredora e atacada da sociedade em que a lei é a do mais forte.”

            Outro assunto que achei muito interessante foi o comentário do autor sobre a importância de respeitar a si mesmo e ao seu próprio corpo. Não permitir que outra pessoa use você, nem entrar em um relacionamento somente porque está se sentindo carente, isso pode evitar muito sofrimento futuro.

“Já é hora dos homens e mulheres pararem de se usar como se fossem uma esponja de lavar louças! Que pode ser apertada e jogada ao lado de uma pia depois de usada para remover o sujo de nossos pratos.”

            O ebook é curto, pode ser lido de forma rápida, mas apesar de não ter uma quantidade enorme de páginas os ensinamentos que traz são valiosos e me peguei relendo o mesmo parágrafo diversas vezes a fim de absorver o conteúdo.
            A diagramação desse ebook está ótima, há diferenciação de cores quando se trata de uma frase importante e em cada início de capítulo o título do mesmo é apresentado dentro do desenho de uma carta. A editora mesclou rosa e azul representando o homem e a mulher e achei legal essa combinação.
          Se você procura um livro que te faça refletir e abrir a mente para novos conceitos “Falando dos homens para as mulheres” é a escolha certa!
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